Sustentável por dentro
e por fora

O Grupo Boticário avalia a qualidade de seus produtos desde a seleção das matérias-primas utilizadas em suas formulações, submetendo todos os produtos desenvolvidos aos mais avançados estudos para comprovação de segurança e eficácia de uso, seguindo os mais atualizados guias internacionais e a legislação vigente em todos os países em que comercializamos.

Há mais de 15 anos não realizamos testes em animais. A gente acredita que há tecnologias suficientes disponíveis à indústria de cosméticos que substituem, com toda a segurança, este tipo de análise. Essa postura nos levou a ser a primeira empresa brasileira a usar a pele 3D e também organs-on-chip para simular as condições de uso em órgãos humanos.

Em 2017, realizamos testes de ecotoxicidade em 100% de novas formulações matérias-primas presentes em produtos enxaguáveis, por meio de nossa metodologia registrada Índice de Avaliação de Risco Ambiental, em busca do menor impacto possível na água. A avaliação das condições de ecotoxidade e toxicidade humana de matérias-primas e a seleção de ambientes de baixa ofensividade ao meio ambiente é um dos pontos de partida para assegurar a qualidade e biossegurança de nosso portfólio.

Monitoramos, além disso, mais de 50 outras matérias-primas e componentes de embalagens pela legislação brasileira ou dos países em que atuamos, mas que estão sujeitas a questionamentos sobre a possibilidade de serem tóxicos para as pessoas, e/ou provocarem impacto ambiental e/ou social negativos. Monitorar continuamente essas matérias-primas nos permite antecipar possíveis restrições ou proibições de uso de ingredientes pela comunidade científica no futuro e, também, a rejeição da sociedade a tais insumos.

Foi a partir deste trabalho que, em 2017, interrompemos a fabricação de produtos com tolueno, formaldeído e imidazolinidil uréia (liberador de formaldeído) e banimos a introdução de matérias primas como o caviar negro ou caviar laranja em nosso portfólio.

 

Depois que os produtos chegam ao mercado e aos lares de nossos clientes, monitoramos seu desempenho por meio da cosmetovigilância, garantindo um ciclo de avaliação completo. Em 2017, não houve reclamações com gravidade de itens comercializados que pudessem indicar a necessidade de recolhimento de produtos do mercado ou requerer alertas sobre segurança.

 

Pele 3D e os métodos alternativos aos testes em animais

Em 2017, nosso pioneiro projeto da Pele 3D, que substitui a necessidade de testes em animais na análise tópica de cosméticos e itens de higiene pessoal, deu ao Grupo Boticário o prêmio de Empresa do Ano pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, a Abihpec. Iniciado em 2009 para desenvolver uma pele sintética viável, este projeto é apenas uma das metodologias alternativas de testes que desenvolvemos. Ao todo, são 39 metodologias dos tipos in silico (modelos computacionais) e in vitro com cultivo de células e/ou materiais biológicos.